|
[CINEMA] A verdade sobre a crise |
|
Ter, 26 de Abril de 2011 21:54 |
A
crise econômica global custou a milhões suas economias, seus
empregos e suas casas. Assim é introduzido Inside Job (Trabalho
Interno/A Verdade sobre a Crise) filme de Charles Ferguson que foi
eleito o melhor documentário de 2010 pela Academia.
Seu
mérito se deve ao fato de que ao longo de todo o documentário fica
claro como a economia foi desregulamentada durante anos, com o
propósito de ampliar desmedidamente os lucros de banqueiros e
especuladores. A regulamentação, as regras de comportamento do
setor financeiro, vigorava há séculos preservando a economia de
eventuais excessos por parte de indivíduos gananciosos. Entretanto,
o poder econômico do setor aliado a sua crescente influência no
quadro político de diversos países, seja financiando campanhas
milionárias, seja assumindo postos importantes no governo, fez com
que eles próprios ditassem as regras. Algum tempo depois.... Crise
econômica global.
Diferente
do que é propagado, as crises não acontecem por acaso, não são
acidentes de percurso, são a conseqüência exata de uma indústria
fora de controle, na qual os grandes monopólios resolvem o que e
quanto vão produzir em quaisquer adequações às necessidades da
população. Soma-se a isso a ascensão do capital financeiro,
causando crises constantes e cada vez maiores.
E porque
a sociedade aceita como correta a desregulamentação ou mais
adiante, essa indústria fora de controle? É precisamente nesse
momento que entram em cena os ilustres professores e doutores das
mais respeitadas Universidades do mundo. Muito bem pagos por
executivos (acionistas de grandes empresas), eles escrevem
relatórios, publicam livros, elaboram teoremas, expressam opiniões
na imprensa para legitimar o reinado de alguns sobre a miséria da
maioria.
Os
trabalhadores brasileiros não estão fora desse contexto: vemos em
nosso cotidiano o desemprego, a alta dos preços, corte de gastos
públicos, a repressão aos movimentos sociais, medidas estas que são
produto autêntico da crise iniciada em 2008.
Logo,
quando alguém disser que ‘nós precisamos deles (os capitalistas),
pois fazem algo muito complicado para entendermos ’ saberemos que
não passa de uma fantasia criada para nos conformarmos com o atual
estado de coisas – uma realidade onde dezenas de magnatas decidem a
sorte de bilhões de pessoas do planeta.
Colunista convidado
Alexandre Felix, militante do PCR |
|
[CINEMA] Norma Rae, Inspiração de Luta |
|
Qua, 23 de Março de 2011 16:09 |
Título
original: (Norma
Rae)
Lançamento: 1979
(EUA)
Direção:
Martin
Ritt
Atores:
Sally
Field, Beau Bridges, Ron
Leibman, Pat Hingle.
Duração: 114
min.
Gênero: Drama
O filme
Norma Rae é baseado na história real de Cristal Lee Sutton,
que liderou a luta contra as condições de trabalho pela empresa
J.P. Stevens Mill. Foi uma mulher corajosa que fundou um sindicato no
sul dos Estados Unidos, servindo de inspiração, em especial para as
mulheres que começaram a fazer suas próprias campanhas depois de
aprender com o seu exemplo.
Sendo
inspiração para o filme que ganhou o Oscar de 1979, seguimos com os
comentários sobre o filme. No ano de 78 numa pequena cidade do Sul
dos Estados Unidos, a maioria da classe operária trabalha para uma
indústria têxtil, cujas condições de trabalho são intoleráveis:
salários baixos, carga horária alta e o mínimo de condições de
segurança e saúde. Acomodados, eles preferem afogar suas
mágoas num copo de cerveja a se unirem contra esse estado de coisas,
como acontece ainda hoje quando os operários não estão organizados
em sindicatos revolucionários.
Lá também trabalha Norma Rae (Sally Field,
atriz do seriado norte-americano Brothers
and Sisters), uma mãe solteira que vive com os pais, que também são
operários da fábrica. De repente, vindo de Nova York, chega
Reuben Warshowsky (Ron Leibman), um sindicalista que, ao tentar
arrumar um quarto em uma família de tecelões, conhece Vernon
Wichard (Pat Hingle), o pai de Norma. Vernon trata Reuben de
forma grosseira, assim como a maioria da cidade, pois o anti-
sindicalismo é forte na indústria têxtil, o que não o impede de
dizer que Vernon é mal pago e está sendo muito explorado.
Essa discussão é vista por Norma.
Pouco
tempo depois, ela e Reuben se encontram novamente, primeiro quando
ela o vê se hospedando no motel, onde ela foi se encontrar com um
namorado, e logo depois, quando ele a socorre após ela ter sofrido
uma agressão por ter terminado esse relacionamento. Surge entre
os dois uma amizade que cresce com o engajamento de Norma na luta
sindical, que se inicia quando ela ouve um discurso de Reuben
mostrando as vantagens de serem sindicalizados.
Quando os
dirigentes da indústria percebem o envolvimento de Norma com o
sindicalista, decidem promovê-la numa tentativa de fazer com que ela
mude de lado. Ela percebendo as reais intenções dos
dirigentes, não aceita o novo cargo, permanecendo entre os
operários.
Procurando
refazer sua vida afetiva, casa-se com Sonny Webster(Beau Bridges),
outro operário da fabrica, que entende sua luta pela criação do
sindicato mais, por outro lado, tal fato o deixa bastante inseguro,
já que ela passa há trabalhar muito tempo ao lado de Reuben. O
filme mostra um pouco da moral comunista, onde mostra sem errar a
justeza da sua conduta e assegura uma atitude critica para apreciação
das convicções comunistas (cena da cachoeira), assistindo o filme
veremos que essa particularidade da moral comunista é representado
pelo seu elevado caráter ideológico.
Juntos,
Norma e Reuben promovem a solidariedade no local de trabalho ao
ensinarem aos operários que, agindo como sindicalizados, podem fazer
a luta dentro da indústria, e assim, conseguir melhores condições
de trabalho. O filme é uma inspiração para todos os trabalhadores
do mundo que mantém a esperança numa sociedade justa e melhor, a
sociedade socialista.
Roberto Xavier
MLC-CE
|
|
Última atualização em Sex, 25 de Março de 2011 00:25 |
|
|
Qua, 02 de Março de 2011 13:21 |
|
Lênin
foi o primeiro a ver no cinema o mais poderoso meio de comunicação
de massas jamais inventado, sendo o cinema soviético um dos
responsáveis pela chamada arte-revolucionária. A revolução foi à
grande fonte de inspiração de artistas como Serguei Eisenstein e
Dziga Vertov que revolucionaram o cinema não só em termos de
conteúdo mais no seu aspecto formal, seguido por artistas de outras
áreas como: Maiakovsky na poesia e Rodchenko nas artes plásticas
entre outros.
Eisenstein
em A greve (Stanchka-1924) desenvolveu uma montagem
dialética que se inspirou no marxismo-leninismo, dando ao espectador
a concepção da luta de classes, não em termos visuais mais em
termos conceituais na mente do espectador, mostram-se cenas de um
matadouro bovino onde existe a repressão da polícia czarista sobre
os operários grevistas. Trata-se de um filme que desencadeia no
público a formação da consciência revolucionária, num processo
que exige uma participação ativa daquele que a contempla, que é
chamado a refletir sobre o conteúdo expresso na tela. Forma-se então
a seguinte equação: conteúdo revolucionário + forma
revolucionária = ARTE REVOLUCIONÁRIA.
Para
Vertov, o caráter revolucionário do cinema se resolve na montagem.
O cinema de Vertov proclama o primado da câmera sobre o olho humano,
a câmera é o instrumento que organiza a realidade numa perspectiva
coerente. É um cinema que recusa toda forma de encenação, se
afirmando como uma interpretação revolucionária da realidade.
Nesse sentido, considera a ficcionalização da realidade como uma
forma de ilusão, de mistificação. O cinema se transforma num
instrumento dialético não apenas de interpretação, mas de
transformação revolucionária da humanidade. É o olho mecânico
que organiza a realidade, que força o espectador, antes passivo, a
converte-se em sujeito histórico da sua própria libertação.
Finalizando
esta parte da coluna arte do cinema, concluímos que o cinema
revolucionário é aquele que apresenta perspectivas não só
estéticas da forma mais responde de maneira transformadora e
libertadora as questões do contexto histórico que enfrenta. Viva o
cinema russo, viva o movimento luta de classes!
|
|
O cinema como meio de agitação e propaganda |
|
Sáb, 19 de Fevereiro de 2011 12:40 |
|
http://www.movimentolutadeclasses.org/images/stories/olho_camera4.jpg
É com
muito prazer que inicio este trabalho como colunista do nosso site do
Movimento Luta de Classes – MLC. Surge também um novo desafio que
é escrever para classe operária sobre filmes, tirando aquela velha
idéia de que os filmes podem ser considerados apenas como diversão
ou arte, ou eventualmente ambos. Precisamos reconhecer que os filmes
refletem as sociedades e sua política, tendo um conteúdo político
consciente ou inconsciente escondido ou declarado.
O cinema
apresenta temas como o poder social e suas transformações, a
indústria cinematográfica capitalista é conservadora e oposta ao
cinema político, sendo contrária aos interesses da classe operária.
Podemos observar que embora o cinema capitalista pareça inocente,
reflete sempre o preconceito, a exemplo de filmes do faroeste
estadunidense, tentando justificar de forma subconsciente o
extermínio de índios, propondo a superioridade de brancos ou em
filmes de espiões e agentes secretos, onde os “maus” são
representados por chineses, vietnamitas, sul americanos e agora os
povos islâmicos, tentando justificar as guerras provocadas pelo
sistema capitalista e imperialista dos Estados Unidos.
Na antiga
União Soviética o cinema apresentou-se como um grande meio de
agitação e propaganda durante e após a revolução de Outubro de
1917. O cinema serviu para consolidar o sistema socialista, fazendo a
retrospectiva da vitória da classe trabalhadora sobre seus
opressores e inimigos de classe, sendo seus temas principais a
revolução e a luta contra a contra revolução, os atos infames dos
burgueses czaristas contra o proletariado, os crimes do capitalismo e
a revolta do povo.
Durante a
revolução proletária foi criado os chamados agitki
(filmes curtos de agitação), destinados aos “trens de propaganda”
que percorriam as províncias e visitavam as frentes onde estavam os
soldados da revolução. Ficando este o exemplo de agitação e
propaganda que o cinema russo nos trouxe, nos mostrando o caminho e a
necessidade de fazermos veículos de conscientização das massas,
através de filmes revolucionários para construirmos a revolução
socialista brasileira.
Na
próxima postagem falarei sobre alguns filmes de autores russos, até
lá.
Roberto
Xavier
Professor-
MLC/CE
|
|
Última atualização em Sáb, 19 de Fevereiro de 2011 13:23 |
|