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Vivemos a maior crise do capitalismo desde a quebra da bolsa
de valores de Nova Iorque em 1929. Esta crise tem provocado em todo o mundo o
acirramento da luta de classes. De um lado, os capitalistas querem continuar
garantindo suas riquezas e para isto tomam medidas para que os trabalhadores
paguem a conta quebradeira capitalista. De outro lado, os trabalhadores
organizam greves e mobilizações em todo o mundo, inclusive derrubando ditaduras
como a da Tunísia e Egito e promovendo alterações significativas na geopolítica
mundial.
No Brasil, os trabalhadores também têm optado pelo caminho da
luta. Somente na construção civil tivemos greves que envolveram mais de 250 mil
trabalhadores em todo o Brasil, principalmente nas obras do PAC e da Copa do
Mundo. Em todos os estados os professores organizaram greves e os servidores
federais realizaram também grandes mobilizações e greves.
O governo Dilma tomou a decisão de governar para os ricos,
sendo assim mantém o pagamento da dívida pública que provoca um prejuízo de 44%
no PIB brasileiro, cortou R$ 50 bilhões do orçamento social, já anunciou que
vai cortar mais R$ 10 bilhões, além da danosa reforma previdenciária,
congelamento do salário dos servidores e reforma trabalhista.
O objetivo do governo Dilma é continuar tirando dos pobres
para garantir a riqueza dos ricos. Ou seja, todas estas medidas servem na
prática para que os ricos não sofram no Brasil com os efeitos da crise
econômica em nosso país. Entretanto a história tem mostrado que não há saída
para o capitalismo.
Quando esta crise se iniciou em 2008 todos os governos
capitalistas gastaram trilhões do dinheiro público para salvar bancos e
monopólios. Resultado: A crise não foi superada e está cada dia pior. Os
governos que gastaram trilhões com os capitalistas agora estão quebrados e sem
nenhuma alternativa para solucionar o problema.
Mas como provam as recentes e atuais greves que estouram em
todo o país, é grande a disposição dos trabalhadores brasileiros para se
mobilizar e enfrentar todos estes ataques, ou seja, o proletariado brasileiro
apresenta a mesma disposição de lutar que os povos da África e Europa.
O horizonte aponta com a continuação de grandes mudanças.
Neste movimento aqueles que querem amortecer a luta de classes serão esmagados
pela classe trabalhadora em combate pelos seus direitos e contra o capitalismo.
Portanto, é tarefa fundamental do Movimento Luta de Classes atuar na direção
dos Sindicatos e construir uma direção combativa e revolucionária no movimento
sindical brasileiro. Lutar contra o oportunismo de esquerdista e de direita é
tarefa de todos os revolucionários em luta contra o capital.
O futuro nos pertence, façamos a história! |