Coluna - Entrelinhas da Política

POR MAGNO FRANCISCO DA SILVA

 
 
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Magno tem formação em filosofia, é dirigente do Sindsuper-AL e integra a coordenação do MLC.   
 


O olho do Furacão
Ter, 25 de Outubro de 2011 16:32

Vivemos a maior crise do capitalismo desde a quebra da bolsa de valores de Nova Iorque em 1929. Esta crise tem provocado em todo o mundo o acirramento da luta de classes. De um lado, os capitalistas querem continuar garantindo suas riquezas e para isto tomam medidas para que os trabalhadores paguem a conta quebradeira capitalista. De outro lado, os trabalhadores organizam greves e mobilizações em todo o mundo, inclusive derrubando ditaduras como a da Tunísia e Egito e promovendo alterações significativas na geopolítica mundial.

No Brasil, os trabalhadores também têm optado pelo caminho da luta. Somente na construção civil tivemos greves que envolveram mais de 250 mil trabalhadores em todo o Brasil, principalmente nas obras do PAC e da Copa do Mundo. Em todos os estados os professores organizaram greves e os servidores federais realizaram também grandes mobilizações e greves.

O governo Dilma tomou a decisão de governar para os ricos, sendo assim mantém o pagamento da dívida pública que provoca um prejuízo de 44% no PIB brasileiro, cortou R$ 50 bilhões do orçamento social, já anunciou que vai cortar mais R$ 10 bilhões, além da danosa reforma previdenciária, congelamento do salário dos servidores e reforma trabalhista.

O objetivo do governo Dilma é continuar tirando dos pobres para garantir a riqueza dos ricos. Ou seja, todas estas medidas servem na prática para que os ricos não sofram no Brasil com os efeitos da crise econômica em nosso país. Entretanto a história tem mostrado que não há saída para o capitalismo.

Quando esta crise se iniciou em 2008 todos os governos capitalistas gastaram trilhões do dinheiro público para salvar bancos e monopólios. Resultado: A crise não foi superada e está cada dia pior. Os governos que gastaram trilhões com os capitalistas agora estão quebrados e sem nenhuma alternativa para solucionar o problema.

Mas como provam as recentes e atuais greves que estouram em todo o país, é grande a disposição dos trabalhadores brasileiros para se mobilizar e enfrentar todos estes ataques, ou seja, o proletariado brasileiro apresenta a mesma disposição de lutar que os povos da África e Europa.

O horizonte aponta com a continuação de grandes mudanças. Neste movimento aqueles que querem amortecer a luta de classes serão esmagados pela classe trabalhadora em combate pelos seus direitos e contra o capitalismo. Portanto, é tarefa fundamental do Movimento Luta de Classes atuar na direção dos Sindicatos e construir uma direção combativa e revolucionária no movimento sindical brasileiro. Lutar contra o oportunismo de esquerdista e de direita é tarefa de todos os revolucionários em luta contra o capital.

O futuro nos pertence, façamos a história!