| EQUADOR - A demissão de trabalhadores e servidores públicos evidencia a direitização de Correa |
| Sáb, 10 de Dezembro de 2011 16:12 |
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Um novo ataque que leva adiante a "revolução cidadã", é a demissão de mais de três mil servidores das instituições do setor público pelo crime de não fazerem parte da base correista e/ou pensar diferente das idéias atrasadas e demagógicas do regime. Dentro da concepção governamental está a de renovar o Talento Humano das instituições públicas para localizar gente seguidora de Corea, para se tornar base social que agite as bandeiras verdes quando o Presidente passar. Para justificar as demissões sem justa causa dos servidores, se apóiam no Inconstitucional Decreto Executivo 813, que estabelece a "renúncia obrigatória com indenização"; e, no caso dos trabalhadores não terem um álibi legal, simplesmente são demitidos e informam que depositaram a indenização na Inspetoria de Trabalho. A "revolução cidadã" prefere não pagar aos aposentados, que por mais de dez meses não recebem nada das instituições governamentais; ou seja, não tem dinheiro para cobrir as obrigações legais pelo direito à aposentadoria, porém, há dinheiro para demitir os que vivem trabalhando e inda não podem se aposentar. Se este governo fosse coerente, investiria em todas as pessoas que, tendo idade e contribuições correspondentes, quisessem se aposentar, porém, não o fazem porque "lhes dizem que nesse momento não há dinheiro". Essa polÃtica de direita se encontra em um labirinto de contradições. Outra delas é a oposição à aposentadoria das mulheres aos 25 anos de trabalho, argumentando que ainda estão plenamente produtivas, que estão na melhor e mais ativa idade. Porém, aos funcionários demitidos, entre outros argumentos, lhes dizem que já cumpriram seu tempo, que vinte e vinte e cinco anos de trabalho é muito tempo. Para demitirem é muito tempo, porém, para cumprir um legÃtimo direito e aspiração das mulheres, dizem que vinte e cinco anos é pouco tempo. Os Ministros de Relações Trabalhistas e a Coordenação PolÃtica, respectivamente, saÃram à frente para pretender justificar, em vão, seu ódio e seu caráter anti-trabalhador, uma com sua posição de representante dos empresários, do patronal e expressão da nova e velha direita; e a outra, expressa seu discurso tecnocrata e cÃnico, onde esconde suas próprias frustrações. Com a demissão dos trabalhadores da saúde, buscam eliminar a organização sindical, que não se submete e nem sucumbe aos interesses do regime, pois, entre os demitidos, encontram-se dirigentes sindicais, muitos honestos e conseqüentes, que têm denunciado e defendido os direitos dos trabalhadores e dos povos, que têm exigido o cumprimento e a assinatura do Contrato Coletivo, aumento de salários, mais medicamentos e pessoal para os hospitais. Lamentavelmente, isso tem o aval da Central de Trabalhadores do Setor Público, dirigida pelo governo. Além do desemprego a que são condenados os demitidos, a violação dos direitos humanos, constitucionais, internacionais, provocam uma psicose laboral, que determina um perigoso processo psicossocial, que trará graves conseqüências para a saúde dos funcionários e servidores públicos, cujas seqüelas serão vistas a médio e longo prazo. Por outro lado, têm gerado um dano à dignidade, integridade e a imagem, ao passar para o a sociedade que demitem por serem corruptos e preguiçosos. Esperamos que os magistrados atuem e punam a quem tem ofendido a dignidade desses funcionários. Diante desse cenário, a UGTE convoca para organizar a luta, as ações de mobilização, para exigir que a Corte Constitucional atenda à s demandas de inconstitucionalidade levantadas com relação ao decreto 813, para acionar os organismos de Direitos Humanos a fim de que intervenham ante essa atrocidade. Não mais demissões, em defesa da estabilidade. Texto extraÃdo do Jornal "Nuevo Obrero", Orgão informativo da União Geral dos Trabalhadores do Equador (UGTE). Edição de Novembro-Dezembro de 2011, nº 49. Seção Opinião, Página 2.
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