Política Nacional
Ato de solidariedade aos moradores do pinheirinho
Sex, 27 de Janeiro de 2012 18:33
Assistam - TV CUT: Ato de solidariedade aos moradores do Pinheirinho- Maceió


Entrevistas com: Luizinho PT, Magno Francisco da SilvaPCR, Lee Flores PiresFlores PSTU, Isac Jackson, presidente da CUT-AL, Jaci Afonso, secretário nacional de organização da CUT e a vereadora do PSOL Heloisa Helena.

 

Última atualização em Sex, 27 de Janeiro de 2012 19:12
 
Moção de Solidariedade aos Moradores do Pinheirinho
Qua, 18 de Janeiro de 2012 11:22

resistencia_pinheirinho.jpgNo Brasil, 7 milhões de famílias estão excluídas do acesso à moradia digna. Nas cidades brasileiras, homens e mulheres, jovens, adultos, crianças e idosos vivem como animais, comendo comida estragada do lixo e morando em casebres de papelão ou debaixo das pontes. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2020, 55 milhões de brasileiros viverão em favelas.

Essa realidade é vivida principalmente pelo povo pobre, em especial nas regiões metropolitanas do país. Somente na região Nordeste, 4,4 milhões de moradias sofrem com a falta de água, esgoto, coleta de lixo e energia elétrica.

Atualmente, quase metade da população (83 milhões de pessoas) não é atendida por sistema de esgoto; 45 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável; nas zonas rurais, mais de 80% das moradias não são atendidas por redes de abastecimento de água e 60% dos esgotos do país são lançados diretamente nos mananciais de água.

Tem mais: 16 milhões de brasileiros não são atendidos pelo serviço de coleta de lixo, especialmente os moradores de favelas e ocupações urbanas; o adensamento excessivo (mais de três pessoas por cômodo) está presente em 2,8 milhões de casas, concentrando-se principalmente no Sudeste (52,9%).

A crescente miséria que toma conta do país, a existência de cerca de 20 milhões de trabalhadores desempregados e a ausência de uma política habitacional que priorize o atendimento da demanda entre o povo pobre, tem levado uma parcela significativa da população a viver em favelas e ocupações irregulares.

Os moradores do Pinheirinho fazem parte desta dura realidade. Exatamente por não ter onde morar milhares de famílias ocuparam o terreno da empresa Selecta do grupo do especulador Naji Nahas, o mesmo que foi acusado de quebrar a bolsa de valores do Rio,de lavagem de dinheiro em 2008, preso na operação Satiagraha com Daniel Dantas.

Sem se importar com a situação de milhares de famílias que moram no Pinheirinho a justiça decidiu conceder reintegração de posse a empresa Selecta e jogar no olho da rua crianças, mulheres, desempregados, idosos, trabalhadores de uma forma geral.

Cansados de sofrerem humilhações, os moradores do Pinheirinho resistem bravamente. Seguindo o exemplo de luta do povo brasileiro, os moradores do Pinheirinho se armam como podem e dão uma grande demonstração de combatividade e heroísmo.

A resistência popular no Pinheirinho é mais uma prova que o nosso povo nunca se intimidou diante da repressão das classes ricas. Ao contrário. Há séculos que lutamos contra a exploração e a dominação capitalista. O Quilombo dos Palmares, a Cabanagem, a resistência de Canudos, o Levante Comunista de 1935, a resistência à Ditadura Militar de 1964 e tantas outras lutas deixam evidente que nosso povo nunca foi de baixar a cabeça, nunca se rendeu, tampouco desistiu de lutar.

Nós do Movimento Luta de Classes - MLC apoiamos a luta dos moradores do Pinheirinho. Não existe outro caminho para o povo trabalhador que não seja enfrentar os capitalistas e sua justiça corrupta que manda polícia bater em trabalhadores e deixa impunes os mafiosos do colarinho branco.

A luta dos moradores do Pinheirinho também é nossa, pois é uma luta contra a opressão, contra a exploração, contra o capitalismo que joga na miséria os verdadeiros construtores da riqueza: o povo trabalhador, enquanto algumas famílias de capitalistas vivem em mansões e no completo luxo.

Todo apoio a resistência popular do Pinheirinho!

Essa luta também é nossa!

Pela Reforma Urbana! Pelo Socialismo!

Movimento Luta de Classes - MLC

 
Mensagem do PCR neste ano novo.
Qui, 29 de Dezembro de 2011 03:31

Veja o vídeo do Partido Comunista Revolucionário por um ano de 2012 de lutas e conquistas e em memória dos que caíram nas garras da fascista ditadura militar brasileira.

 
SÃ PEREIRA PRESENTE, AGORA E SEMPRE!
Seg, 12 de Setembro de 2011 19:52

Na manhã de sábado, 11/09, faleceu o companheiro Carlos Sá Pereira, 82 anos, militante do Partido Comunista Revolucionário - PCR e do Movimento Luta de Classes-MLC. Sá Pereira perdeu o pai aos 7 anos de idade e para ajudar a família começou a trabalhar aos 11 anos e estudava no turno da noite. Foi Secretário de Ação do Grêmio Estudantil do Colégio Noturno de Contabilidade, denominado Grêmio Literário e Comercial Português. Participou ativamente da campanha: "O petróleo é nosso", quando iniciou sua militância no PCB.


Em 1956, ingressou na Petrobrás. Em 1962 desenvolveu um processo de denuncias contra a Diretoria que tentava formar Associação profissional com objetivo de arrecadar os recursos dos trabalhadores que não tinham seu sindicato, o que motivou perseguições e suspensões de alguns companheiros, assim como, algumas demissões sumárias. Apesar das ameaças continuou reivindicando e cobrando da diretoria que viessem a público dar satisfações aos associados. Esse processo resultou na fundação do SINDIPETRO Pa/Am/Ma/Ap, do qual Sá Pereira foi o presidente-fundador.


Na noite de 30 de março de 1964, véspera do golpe militar, Sá participava de umaAssembleia permanente de vigília, em apoio ao presidente João Goulart quando tomou conhecimento que seu nome estava na lista pra ser preso. Tentou fugir, mas foi pego e conduzido ao Quartel General do VIII RM e de lá para central de polícia, depois removido para o quartel da Polícia Militar e de lá encaminhado para o presídio na ilha de Cotijuba, onde ficou preso incomunicável por mais de seis meses.


Após saída da prisão, para poder sobreviver, Sá foi trabalhar de pedreiro, carpinteiro, serviços gerais, etc, arrastando consigo uma senhora depressão, provocada mais pelos problemas familiares, os quais resultaram na sua expulsão do lar.

Já depois de anistiado, Sá voltou, em 1986, para Petrobras, casou-se com Dona Cleonice Rabelo Lima com quem viveu até os últimos dias de sua vida, além de ser reeleito várias vezes membro do conselho fiscal do Sindipetro. Do primeiro casamento nasceu: Carlos Sá Pereira Junior e Carmem Júlia Pereira Lourenço.


Em 2009, Sá Pereira conheceu e ingressou noPartido Comunista Revolucionário - PCR onde permaneceu organizado até o final de sua vida. Diante dessa grave crise do capitalismo, que tem jogado os prejuízos nas costas dos trabalhadores, Sá Pereira gostava de dizer:"só nos resta ir à luta, pois é mais honroso morrer de pé lutando do que viver o pouco resto da vida de joelhos, como escravos modernos a que estamos promovidos".

O corpo de Sá Pereira foi velado no Recanto da Saudade onde recebeu visitas de diversas lideranças políticas, sindicais, estudantis, amigos e familiares. No momento do enterro, ao final da tarde de domingo, a militância do PCR gritou: Sá Pereira presente, agora e sempre!

Redação Pará

 
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